T’Leva lança transporte com veículos eléctricos e preços mais baixos – Angola

Três centenas de carros eléctricos já operam em Luanda e chegam mais 200 no próximo mês, mas a meta é ter 1.000 em circulação. Benguela, Huambo e Lubango são os próximos destinos.

Transporte em carros eléctricos, ‘amigos do ambiente’, a preços mais baixos face aos convencionais é a nova proposta de valor da T’Leva, já disponível em Luanda. A plataforma da Tupuca de mobilidade urbana para o transporte de pessoas e bens, lançada no ano passado, dispõe agora de cerca de 300 veículos eléctricos, a que se vão juntar mais 200 no próximo mês, mas a meta é ter 1.000. Por enquanto, explica ao Mercado Erickson M’Vezi, co-fundador e CEO da T’Leva, o serviço está a operar apenas em Luanda, mas também para breve está previsto o lançamento em Benguela, Huambo e Lubango.

Os veículos, explica o gestor, são da marca Ledo EV, produzida por um dos maiores fabricantes de viaturas eléctricas na China, a Ledo Holding, e o novo projeto envolve um investimento na ordem dos 22 milhões USD. O lançamento deste novo serviço T’Leva serviço implicou, para já, a contratação de 500 novos motoristas “com formação concluída” e a empresa está “a recrutar e a formar o número necessário para atingir a meta de 1.000 carros a circular”, refere. Os veículos dispõem de autonomia de 252 Km por carregamento completo, mas a empresa dispõe de três centrais de carregamento em Luanda, Benfica e Viana. Contudo, explica o CEO, a T’Leva está “a oferecer uma oportunidade ao mercado, apontando uma necessidade de fornecimento que o mercado deverá entender, e que poderá conduzir à criação de uma rede de abastecimento doméstico, proporcionando uma fonte de rendimento a quem esteja em condições de se juntar a esta rede”.

Primeiro em África

O projeto cria a primeira plataforma de grande dimensão de mobilidade urbana eléctrica em África e tem como ‘argumento’, para além da componente ambiental – zero emissões de dióxido de carbono -, um preço mais reduzido face aos transportes convencionais da própria companhia.

“Um percurso que normalmente custe 3.000 Kz passará a custar cerca de 1.000 Kz”, revela o gestor, adiantando que a forma de pagamento disponível é, por enquanto, apenas o Multicaixa. Erickson M’Vezi adianta que “as motos eléctricas também estão a chegar nos próximos meses e vêm complementar a oferta” da T’Leva, cujo balanço é muito positivo. “ Os resultados foram tão interessantes que despertámos a atenção de investidores que apostaram na T’Leva porque lhe reconheceram valor”, afirma.

Os clientes-tipo da plataforma , disponível como uma app para iPhone e Android, são “pessoas que valorizam segurança, comodidade e conforto, para fazer trajetos sem as preocupações da condução, trânsito e estacionamento, e que querem pagar um preço justo”. Outras escolhem o serviço pois “preferem conforto de ser conduzidas com segurança ou porque continua a ser caro serem proprietários de um carro”.

Em média, revela, cada cliente tem gasto cerca e 2.500 Kz na T’Leva, e o lançamento dos novos carros tem como objectivo “construir um ecossistema totalmente eléctrico, através da criação de parcerias com empresas de referência do sector automóvel, de infra-estruturas e de energia”. O responsável destaca que “as vantagens desta solução não se resumem ao ambiente.

O modelo de negócio de mobilidade eléctrica, para os motoristas, por exemplo, é uma mudança de vida”. “Em cada motorista, cujo perfil a marca identificou como sendo jovens universitários, mulheres e veteranos, numa clara aposta de inclusão social, a T’Leva procura um empreendedor que queira receber formação e apoio para criar um posto de trabalho pessoal, com uma viatura eléctrica, sem ter as dificuldades inerentes ao recurso ao crédito. À medida que vai trabalhando, vai gradualmente amortizando o valor do investimento, e construindo, assim, a sua autonomia financeira”.

A T’Leva tem tido boa adesão do público. Até agora, transportou mais de 40 mil pessoas, sendo que a meta para os próximos meses é atingir a fasquia dos 100 mil.

Fonte: mercado.co.ao