Combustíveis – Um truque para ter mais 7 ou 8 cêntimos de desconto por litro

Acumule mais um desconto

Como sabem, ando sempre com o “radar” ligado para ver onde é que posso poupar, mantendo ou até melhorando a minha qualidade de vida enquanto cidadão e consumidor. Por isso, ao contrário de muitos, estou sempre muito atento à publicidade: às vezes para apanhar os gatos escondidos com rabo de fora, mas outras vezes para ver se o que estão a prometer pode ou não ser bom para mim. E encontro situações em que o que algumas empresas propõem trazem-me vantagens.

Um aviso

Neste blogue, nenhum artigo é patrocinado. Ninguém me paga para dizer bem ou mal do que quer que seja. As dicas que dou são completamente isentas e fruto da minha investigação ou experiências pessoais. Isto para não dizerem que o que vou falar tem interesses escondidos. Estou a deixar isto claro porque vou falar de um produto de uma empresa. Vi a publicidade, investiguei e aderi.

Como habitualmente vou explicar-vos o meu raciocínio e depois concordarão ou não e farão como entenderem. Nem sequer é um conselho. Gosto é de vos mostrar como, com algum jogo de cintura, poupo dinheiro fazendo coisas simples. Exige algum trabalho, organização e rigor. No final, para mim, vale a pena. Esta dica vale 120 euros: no meu caso são 2 ou 3 depósitos de combustível de “graça”.

Sabe o que é o “Cashback”?

Até hoje nunca tive um cartão de crédito com Cashback. Acabei de aderir. São cartões de crédito que devolvem parte do valor das suas compras de novo no cartão para usar em futuras compras. Normalmente, alguns devolvem 1%, outros 2% e mais raramente 3%. A publicidade que me chamou a atenção foi a do Cartão do BankinterCard que anuncia 5% de cashback durante o primeiro ano. Não me lembro de um cashback tão alto, por isso é que vos estou a falar dele.

Ahhhhh. Pois. É só durante um ano… Foi logo a primeira pergunta que lhes fiz. E depois do primeiro ano, como é? Não me responderam. Só dizem na altura se continua ou não. OK. Na pior das hipóteses aproveito durante 1 ano esses 5%. Para quem não está a ver a coisa com bons olhos, basicamente é como ter uma conta bancária a render 5% BRUTOS.

Mas no princípio do texto falei dos combustíveis. O que é que uma coisa tem a ver com a outra? Para mim tem. É que 5% de “desconto” num combustível que custe 1,40 €/litro equivale a 7 cêntimos. Se custar 1,50 € equivale a 8 cêntimos de desconto. Atenção, só por pagar com este Cartão de Crédito.

A este desconto pode (e deve) acumular com os descontos que usa habitualmente. Se por exemplo acumular a promoção do fim-de-semana (6 cêntimos) mais o de um cartão de fidelização (mais 6 cêntimos) ou um cupão de hipermercado de 10 ou 12 cêntimos, ou vales de app de gasolineiras, etc , mais este desconto de 7 cêntimos “só” por pagar com o tal cartão de crédito estamos a falar de descontos nos combustíveis que podem ultrapassar os 20 cêntimos por litro.

As condições

Lembrei-me logo dos combustíveis porque o cashback dos 5% está limitado a 10 € por mês e a 120 € por ano. O que quer dizer que para atingir os 10 € de cashback por mês tenho de fazer compras de no máximo 200 euros todos os meses. É um valor que cabe na categoria dos combustíveis. Por exemplo, um casal que tenha 2 carros pode chegar a estes valores ou perto. E assim é fácil controlar este processo. Sempre que abastecer, paga com este cartão de crédito.

E a taxa de pagamento em gasolineiras?

Perguntei logo, porque normalmente quando pagamos o combustível com cartão de crédito eles cobram uma comissão de 50 cêntimos. Confirmei que este cartão está isento dessa taxa.

E as anuidades?

Não paga anuidades. Bastava que cobrassem anuidade para qualquer desconto dificilmente valer a pena. Portanto, decidi adquirir o cartão porque mesmo que acabe esta “promoção” dos 5% daqui a um ano não terei qualquer prejuízo com ele. Basta não o usar. E posso também anulá-lo, claro.

Tenho de abrir uma conta nova?

Não. O cartão vai buscar o dinheiro ao fim do mês na conta no banco que eu disser.

Atenção aos juros

Como já vos expliquei várias vezes, tenho vários cartões de crédito. Mas só dos que não cobram anuidades nem seguros e tenho-os TODOS com o pagamento a 100% ao fim do mês. Isto que quer dizer que NUNCA pago juros pelas minhas compras com os cartões de crédito. Se se descontrola com as contas ao fim do mês e não tem lá o dinheiro na conta quando o cartão vai lá buscar o dinheiro, não se meta nisto!

Dei o exemplo dos combustíveis, mas obviamente pode comprar o que quiser para aproveitar os 5% de cashback. É fazer a conta ao que precisa comprar todos os meses. Já sabe: 200 euros de compras = 10 euros para gastar no mês seguinte. Pense sempre no que pode acumular com outros descontos. Comprar por comprar é só 100% de prejuízo.

Os cartões de crédito são bons ou maus conforme o uso que lhes dermos. Até hoje só tive lucro com todos os cartões de crédito que tive. Uso-os quando me oferecem vantagens ou cashback ou prémios ou milhas ou o que for. Podemos usar os cartões de crédito com inteligência financeira.

10 euros não é pouquíssimo?

No meu caso já sei que durante 12 meses vou ter este desconto adicional. Se acha que 120 euros de poupança é pouco, relembro-o de que equivalem a 240 litros de leite. Está a imaginar 240 litros de leite na sua cozinha? Ou 12 kg de camarão? Ou 15 garrafas de um bom vinho?  Ou mais terra a terra, é metade do seu seguro automóvel ou 1 terço do seu IMI ou o material escolar dos seus filhos do ano que vem.

Quando transformamos a nossas poupanças em coisas palpáveis as coisas tornam-se mais simples. Então se colocasse esse dinheiro fisicamente de lado numa caixa ou envelope, começava a perceber para onde vai o nosso dinheiro todos os meses…

Repito o que disse no início. É só mais uma dica sobre como faço a gestão do meu dinheiro. Não estou a aconselhar ninguém e isto NÃO é publicidade. Avaliem. Procurem sempre alternativas para pagarem menos pelo que querem. Há mais cartões com cashback e até eventualmente alguns que não têm limites de retorno tão baixos, embora com cashback também mais baixos.

ESCRITO POR PEDRO ANDERSSON EM 26 NOVEMBRO, 2018

Fonte: Contas Poupança

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