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Segunda-feira, Junho 1, 2020
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Saiba como poupar milhares de euros com a permuta de casas

A solução permite poupar milhares de euros em impostos, sobretudo no Imposto Municipal sobre Transacções Onerosas de Imóveis IMT.

Quem compra casa pode tentar fazer uma permuta ou uma permuta técnica. A permuta é isso mesmo, uma troca de casas: a família X vai ficar maior, o senhor Y quer uma casa mais pequena e em vez de venderem trocam de casa, acertando depois as diferenças de valor.

A vantagem é sobretudo fiscal: quem compra a casa mais barata não paga o Imposto Municipal sobre Transacções Onerosas de Imóveis, ou seja, o IMT. Quem compra a mais cara paga apenas sobre a diferença de preços (ambos poupam ainda os custos de uma escritura). 

Como a maior parte dos negócios de imobiliário ainda são de reposição – alguém que vende para comprar logo a seguir – esta parece uma forma simples de poupar. Mas há, à partida, um problema. “É complexo encontrar uma correspondência entre o que cada comprador quer”, conta Ricardo Sousa, director da consultora imobiliária Century21.

Menos raro do que a permuta é a chamada permuta técnica, que envolve três partes. “Normalmente acontece quando há construção nova e o construtor envolvido”, explica Ricardo Sousa. 

Os preços da habitação à distância de um clique!

Foi o que aconteceu com Natacha Pereira. “A ideia foi do meu marido e até tivemos de explicar à pessoa da imobiliária, que não sabia”, conta à SÁBADO. Há três anos o casal queria vender a sua casa para comprar outra e já tinha comprador para a sua. Encontraram em Carcavelos a casa nova que procuravam e acertaram então uma permuta com o construtor: este trocava a casa nova pela “velha” deles e, logo a seguir, vendia­-a ao comprador que eles tinham apalavrado.

O casal pagou IMT e Imposto de Selo apenas pela diferença de valores entre a casa velha e a nova. Natacha estima que pouparam 17 mil euros. Para o construtor a vantagem foi segurar a venda. “Explicámos o que queríamos fazer e que se fosse de outra forma não compraríamos a casa”, diz Natacha, que conta terem passado outras casas antes precisamente porque uma das partes não aceitava a permuta. “Demorámos um ano à procura até comprar”, conta. Valeu a pena. 

Comprar ou arrendar: qual a melhor opção?

Há, contudo, cuidados a ter: no caso de ser preciso crédito hipotecário há que perceber se o banco não vai pedir um spread maior pelo novo financiamento; e é recomendável ter apoio de um solicitador ou de um consultor imobiliário.

Fonte: Sábado

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