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Terça-feira, Setembro 29, 2020
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As 12 cidades mais baratas para viver em Portugal

Quais são as cidades mais baratas para vier em Portugal? Com base no preço da habitação e no aluguer, esta é a lista dos locais mais em conta do país.

Não é tarefa fácil avaliar a qualidade e o custo de vida em cada cidade ou região já que os critérios são, na sua maioria, bastante subjetivos. Podemos, no entanto, avaliar o preço médio da habitação, seja para alugar ou para comprar, embora este fator se revista de alguma complexidade: se por um lado é mais barato alugar ou comprar casa fora das grandes cidades, também é certo que nos meios mais pequenos os ordenados costumam ser bem menores e as ofertas de emprego são mais escassas. No entanto, para este estudo, resolvemos ter em conta como principal fator o preço do aluguer de uma habitação.

Alertamos que os dados não são fáceis de analisar por não se encontrarem, muitas vezes, discriminados quanto à tipologia da habitação, isto é, se se trata de um apartamento com 1, 2, 3 ou mais quartos. Por isso mesmo, o valor indicado é o valor médio, devendo ter o leitor em atenção que esse valor será mais baixo se optar por alugar uma casa com apenas 1 quarto, por exemplo. Conheça as cidades mais baratas para viver em Portugal. 

Não se deixe enganar também pelo valor que aparece em cidades como o Porto já que existe uma grande diferença entre alugar um apartamento no centro ou na periferia e por isso, apesar do valor médio indicado, os valores podem ser muito diferentes consoante a localização.

NOTA IMPORTANTE: para este estudo tivemos em conta apenas as capitais de distrito.

1. Guarda – 280,94 euros

A Guarda é igualmente conhecida pela cidade dos cinco F’s: Forte, Farta, Fria, Fiel e Formosa. Vários pontos de interesse existem tanto na Guarda como nos seus arrabaldes, do qual o exemplo mais marcante é a sua Sé Catedral, (cuja construção iniciou em finais do século XIV e foi longamente prolongada) de características góticas e manuelinas.

Guarda

Existem ainda outros pontos de interesse como o Jardim José Lemos, o antigo Rossio medieval onde se realizavam as feiras, o Convento de São Francisco, do século XIII, a Torre dos Ferreiros e a de Menagem do antigo castelo, a Igreja de São Vicente, e, imperdível, a Judiaria. Para melhor conhecer a cidade impõe-se uma visita ao interessante Museu da Guarda. Perto da Guarda localizam-se diversos pontos de interesse, como a Serra da Estrela, o Sabugal, Sortelha, Trancoso ou mesmo Vila Nova de Foz Coa.

2. Bragança – 298,13 euros

Bragança, cidade sede de distrito e município, situada no extremo Norte de Portugal, próxima da fronteira com Espanha, na região anteriormente conhecida como Trás-os-Montes, é uma histórica e bem antiga cidade em que, a dificuldade de acessos e a localização num dos extremos do País, permitiu a manutenção de tradições e costumes por longos séculos.

Bragança

O núcleo urbano medieval, murado e acastelado, no século XII, mantém-se na Cidadela, dignamente representada pela imponente Torre de Menagem do Castelo, pelo Pelourinho, pela Igreja de Santa Maria e pela Domus Municipalis, edifício único na Península Ibérica de arquitectura Românica, com a forma de um pentágono irregular, construído no século XII, e a Torre da Princesa, um magnífico miradouro com vista para a cidade.

3. Viseu – 300 euros

Bem no centro de Portugal, erguendo-se sobre um saudável planalto rodeado por serranias e pelos rios Vouga e Dão (em cujas encostas nasce o excelente vinho do Dão), Viseu recebeu em 1993 o prémio Quercus pela preservação ímpar dos seus espaços verdes. Coroa o planalto a imponente Sé, mas no tempo da ocupação de Roma a população distribuía-se pela sua parte mais baixa, onde se situa a Cava de Viriato e o Parque do Fontelo.

Viseu

No séc. VI Viseu era cidade episcopal do reino suevo. Consta que o último dos reis godos, D. Rodrigo aqui veio morrer e que as suas cinzas estão guardadas num modesto túmulo de granito, no interior da igreja de S. Miguel de Fetal. O encanto de Viseu reflecte-se na atmosfera medieval das suas ruas, nos palácios que foram da nobreza e dos senhores da Igreja, engrandecidos pela nobre pedra de granito, nas praças e jardins arborizados, no património de muitas épocas, testemunho da sua vitalidade.

4. Braga – 305,88 euros

Braga é uma cidade, sede de concelho e distrito, das mais antigas e bonitas de Portugal, sendo igualmente uma das cidades cristãs mais antigas de todo o mundo, e um dos mais importantes centros religiosos do País. Baptizada pelos Romanos de Bracara Augusta, sendo na altura a maior cidade em território hoje Português, é igualmente conhecida hoje em dia pela “Cidade dos Arcebispos” ou mesmo pela “Roma Portuguesa”.

Braga

Patrimônio Religioso no virar de cada esquina, nas ruas históricas de Braga testemunha-se o fervor religioso ao longo dos séculos, traduzido em bonitos monumentos que tanto a enriquecem, com destaque para a Sé de Braga, a mais antiga do País. Um Património estimado e preservado, um orgulho muito próprio na sua grandiosa história, todo um fervor eclesiástico, variedade de Museus, grande oferta hoteleira e de restauração, lojas inovadoras, uma variada e tradicional gastronomia minhota e um espírito juvenil conferem a Braga uma ambiência única, decorada pelo bonito verde das serras Minhotas.

5. Leiria – 310 euros

Capital de Distrito e Concelho, Leiria, situada no Centro de Portugal é uma bonita cidade de forte cariz histórico banhada e influenciada pelos Rio Lis e Lena. O Castelo é o símbolo máximo de Leiria e daqui se desenrolou a sua história e desenvolvimento, tendo sido um importante marco da nacionalidade Portuguesa, contudo a região era habitada pelo homem desde tempos bem mais remotos, como são testemunho os diversos achados arqueológicos nesta área.

Leiria

Bem perto de Leiria situam-se as Termas de Monte Real, com águas medicinais de qualidade e forte oferta hoteleira, e encontram-se Praias bem aprazíveis, como Pedrogão ou Vieira de Leiria, encontrando-se também, no final do Pinhal de Leiria, a bonita Lagoa de Ervideira.

6. Viana do Castelo – 312,73 euros

Viana do Castelo foi fundada em 1258 pelo rei D. Afonso III, com o topónimo de Viana da Foz do Minho, mas toda a sua região conta com a presença de tribos e povos bem anteriores, como comprovam as ruínas de um castro ou citânia, provavelmente da Idade do Ferro, no topo o lindíssimo Monte de Santa Luzia. A cidade, sede de distrito e município, localiza-se junto à bela foz do rio Lima, tendo no mar uma das suas principais características e influências. Viana do Castelo está situada num local abençoado pela natureza, marcado pelo Verde Minho e o profundo azul do Mar e do Rio Lima que a acompanha, concedendo paisagens únicas e inesquecíveis.

Viana do Castelo

Encimando a cidade, no Monte de Santa Luzia, encontra-se um dos mais bonitos locais do Minho, a Igreja de Santa Luzia, cuja construção se iniciou em 1903 e ficou totalmente concluída apenas em 1943. Do alto deste monte o panorama é maravilhoso, avistando-se o centro histórico de Viana e toda a foz do rio Lima que deságua no imenso oceano Atlântico. A nova Marina e as recentes obras de valorização da zona ribeirinha, viraram de novo as atenções para a beleza e importância do rio e do mar na cidade, e possuem agradáveis espaço de diversão e lazer.

7. Aveiro – 328,03 euros

A cidade de Aveiro é capital de Distrito, situa-se na região centro, tem cerca de 60 mil habitantes, é também sede de município, com uma área de 199 quilómetros quadrados e 73 626 habitantes, distribuídos por 14 freguesias. A elevação de Aveiro a cidade, verifica-se em 1759, no reinado de D. José I.   Aveiro, devido à situação geográfica, junto à Ria de Aveiro, com exploração das salinas, a pesca e o comércio marítimo, fixou a população nesta zona e já existia antes da formação da nacionalidade, vindo a ser elevada a vila, no século XIII, mas o primeiro foral atribuído à vila, data de 1515, no reinado de D. Manuel.

Aveiro

As condições privilegiadas desta população foram interrompidas no final do séc. XVI, quando se fechou o canal que liga a ria ao mar, impedindo a utilização do porto e provocando a estagnação das águas. Situação, que durou praticamente dois séculos e afastou uma grande parte da população para outras zonas, uma vez que, desde as condições ambientais, com riscos para a saúde, à economia da região, foram muito afectadas. No início do século XIX, obras, orientadas pelo Engenheiro francês, Reinaldo Oudinot e pelo engenheiro português, Luís Gomes de Carvalho, resolvem, em dois meses, o problema.

8. Castelo Branco – 337,50 euros

Situada na Beira Baixa, a cidade de Castelo Branco é sede de distrito e de um dos maiores concelhos do País, no centro de uma vasta região planáltica, entre as bacias dos rios Pônsul e Ocresa. Castelo Branco deve o seu nome à existência de um castro luso-romano, Castra Leuca, no cimo da Colina da Cardosa, de onde se desenrolou o povoamento desta localidade, então apelidada Albi Castrum.

Castelo Branco

A cidade foi conquistada aos Mouros no século XII, e posteriormente alguns domínios foram ofertados à Ordem do Templo, encarregando-os do seu povoamento e defesa, para o que construíram o Castelo da localidade. Castelo Branco foi-se desenvolvendo ao longo dos séculos, ganhando cada vez mais importância e estatuto de nobre cidade. Hoje em dia mantém muita da sua actividade rural, embora a actividade industrial, sobretudo na área dos têxteis, esteja bem presente e desenvolvida, permitindo um crescimento da região, em termos económicos, físicos e de infra-estruturas.

9. Santarém – 363,75 euros

Santarém situa-se em pleno Ribatejo, no centro do País, e é das cidades mais antigas e históricas de Portugal, sede de concelho e de distrito. A fundação da cidade de Santarém tem origens míticas, reportando à mitologia greco-romana e cristã. Os primeiros vestígios documentados da ocupação humana remontam ao século VIII a.C.. Em 138 a.C. chegaram os romanos ao antigo povoado, designando-o como “Scallabis”, tornando-se neste período no principal entreposto comercial do médio Tejo e num dos mais importantes centros administrativos da província Lusitânia.

Santarém

Santarém conta igualmente com uma forte herança do período de ocupação árabe, que desenvolveu a importância militar, cultural e artística da já importante localidade. Marco importante nas Reconquistas cristãs que definiram o território Português, Santarém foi então reconquistada em 1147 pelo primeiro Rei, D. Afonso Henriques. Ao longo dos séculos Santarém desenvolveu o seu cariz político, cultural e artístico, tendo sido palco de variadas Cortes reais, onde se tomaram importantes decisões para o País, e local de música, teatro e artes.

10. Funchal – 380 euros

A bonita cidade do Funchal, sede de concelho e capital do Arquipélago da Madeira, encontra-se situada na maravilhosa Ilha da Madeira, constituindo o maior pólo turístico, cultural, artístico e político do arquipélago. Pleno de história, cosmopolitismo, cultura e uma fantástica vida própria, o Funchal tem muito para ver e admirar, começando pelos núcleos históricos das suas freguesias, como os de São Pedro, de Santa Maria ou da Sé, que convidam a agradáveis passeios.

Funchal

O Funchal apresenta também uma forte componente cultural, abrangendo espaços museológicos e culturais como o Museu de Arte Sacra, o Núcleo Museológico Madeira Wine, o Museu Quinta das Cruzes, a Casa Museu Frederico de Freitas, o Museu de História Natural ou o de Fotografia, entre outros de igual interesse. Local de luxuriante natureza, vale a pena conhecer os fantásticos espaços verdes que o Funchal oferece, dos quais se destacam os Jardins Botânico, o Tropical ou a Quinta do Palheiro Ferreiro.

11. Coimbra – 403,13 euros

Coimbra, cidade sede de concelho e distrito, e principal cidade do Centro de Portugal, é uma das mais históricas localidades do País, dona de um património riquíssima, banhada pelo notável rio Mondego. A presença humana nesta região abençoada pela natureza, com a mais valia de um Mondego navegável, vem de tempos remotos, tendo sido ocupada pelos Celtas, e culturalmente transformada pelos Romanos. Visigodos, entre 586 e 640 deixaram igualmente a sua marca, passando para o domínio Muçulmano em 711.

Coimbra

A reconquista definitiva dá-se em 1064, pelas tropas de Fernando Magno, e já em 1139, o Rei D. Afonso Henriques faz de Coimbra a capital do Reino, estatuto que conserva até 1260. Definitivamente a não perder é o espaço da Universidade de Coimbra, com o seu Museu de Arte Sacra, a deslumbrante Capela de São Miguel e a fantástica Biblioteca Joanina (magnífica construção do século XVIII, em talha dourada e madeiras exóticas e com 300 mil volumes) e o espaço do bonito Jardim Botânico.

12. Porto – 462,29 euros

Capital e porta de entrada da região norte, o Porto é uma cidade antiga que deu nome a Portugal e a um vinho conhecido nos quatro cantos do mundo: o Vinho do Porto. Com uma situação magnífica junto da foz do Douro e um conjunto arquitectónico de valor excepcional, o centro histórico do Porto é Património da Humanidade desde 1996.

Cais da Ribeira

É a capital do Norte e 2ª cidade do país; a sua população empreendedora e com marcada vocação mercantil, desde sempre afirmou a sua vontade contra imposições e invasores, sendo por isso o Porto também conhecido como a “invicta” cidade. Para além do seu valor patrimonial, interessa descobrir no Porto a sua forte personalidade citadina e o seu tão singular carácter humano. Para melhor conhecer a cidade é aconselhável percorrê-la devagar e admirar o casario típico e os monumentos de granito, efectuar um percurso de eléctrico à beira do Rio ou um passeio de barco por baixo das seis pontes, desfrutando de uma perspectiva diferente.

FONTE: VortexMag

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